Código primeiro, modelo depois
· Por docmatch · 4 min de leitura
Uma conciliação bancária típica tem centenas de linhas. Quase todas casam por chave exata: o mesmo valor, a mesma data, o mesmo identificador de transação. Mandar essas linhas para um modelo de linguagem é caro e, pior, abre espaço para erro onde não havia nenhum.
A docmatch faz o óbvio primeiro. Chaves, tolerâncias e somas rodam como código determinístico e explicam a maior parte das linhas sem gastar um token. O que sobra é o resíduo: a tarifa que ninguém lançou, o PIX dividido em dois, a nota que veio com o valor errado.
Só o resíduo chega a um modelo. E mesmo ali o modelo não decide sozinho: ele propõe uma regra, a regra vira SQL, o SQL roda contra o histórico confirmado e só fica se explica dinheiro sem falsos positivos.
O que isso muda para quem concilia
- Menos tokens por execução, porque o modelo vê dezenas de linhas, não milhares.
- Cada achado vem com a linha que o prova. Não existe “o modelo achou”.
- Regras aprendidas valem para o próximo mês sem reprocessar nada.